Enjoy the Silence
24 de May de 2009 | 20:18
Hoje experimento uma sensação estranha e nostálgica. Uma felicidade que eu achava que havia esquecido e que nunca fosse aparecer de novo na minha vida.
Experimento uma alegria quase que boba, seguido de um sorriso desajeitado e um beijo apaixonado.
E nenhuma palavra precisa ser dita. Só preciso daquele silêncio. Aquele mesmo silêncio que eu sempre apreciei, e que hoje me traz conforto e carinho.
Hoje sinto de novo aquilo que eu queria.
E nada mais.
Só curto o silêncio.
--------
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Experimento uma alegria quase que boba, seguido de um sorriso desajeitado e um beijo apaixonado.
E nenhuma palavra precisa ser dita. Só preciso daquele silêncio. Aquele mesmo silêncio que eu sempre apreciei, e que hoje me traz conforto e carinho.
Hoje sinto de novo aquilo que eu queria.
E nada mais.
Só curto o silêncio.
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All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
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Walking In My Shoes
03 de May de 2009 | 01:50
(ou Palavras Desconexas, Parte II)
Muitos comparam a vida com uma montanha-russa. Longa, cíclica. Cheia de altos e baixos. Algumas vezes uma ou outra reviravolta. Mas no final, sempre retornamos ao ponto de partida.
Outros comparam-na com um carrossel. Afinal, o carrossel é como o mundo: sempre dando voltas. Lentas voltas. Pequenas oscilações na altura, mas nunca parado.
Alguns poucos, mais extremistas, relacionam a vida com um túnel do terror: vários sustos, mas sempre seguidos de uma curta e embaraçosa risada. Afinal, você sabe que tudo aquilo será passageiro...
Alguns consideram o amor, um jogo de tiro ao alvo. Escolhem o presente mais bonito, e tentam alvejá-lo uma ou duas vezes. Caso falhem, buscam atingir um mais fácil, porém menos cobiçado, para não sair de mãos abanando. E todos que saem da brincadeira sem um prêmio, saem infelizes.
Outros, no entanto, comparam o amor aqueles elevadores. Ele sobe vagarosamente até atingir o topo. Uma vez no topo, a calmaria é passageira, e a queda, instantânea. Logo se está lá embaixo de novo, de onde começou.
Eu, aqui, poderia mudar o ambiente. Mudar o nível das comparações. Trocar parques de diversão por circos, por museus, por escolas ou teatros.
Poderia expôr todos meus sentimentos em forma de analogia. Poderia expô-los subliminarmente. Poderia mentir. Mas hoje eu não quero fazer nada disso.
Hoje, eu me perderia em mais de 1024 caracteres para descrever algumas pequenas sensações que tive recentemente. Algumas poucas coisas, mágicas.
Aquela conversa sincera, com o coração aberto e com muita história pra contar.
Aquele silêncio fúnebre que nem o mais ruidoso ambiente consegue destruir.
A palavra certa, dita no momento errado, que tornou a mais errada das noites, na mais correta das semanas.
O toque tímido e desajeitado de dedos longos e carinhosos. O coração que dispara.
A amizade que se expande, e a vida que se colore.
Mais uma vez, pensamentos insólitos transformam-se em palavras desconexas.
Palavras desconexas, mas sentimentos muito firmes e compreensíveis.
Hoje eu pensei em fechar os olhos e acender um cigarro.
Só pensei...
------
"That's right, nothing else can change my world."
- The Black Moon Rising, Tite Kubo
Muitos comparam a vida com uma montanha-russa. Longa, cíclica. Cheia de altos e baixos. Algumas vezes uma ou outra reviravolta. Mas no final, sempre retornamos ao ponto de partida.
Outros comparam-na com um carrossel. Afinal, o carrossel é como o mundo: sempre dando voltas. Lentas voltas. Pequenas oscilações na altura, mas nunca parado.
Alguns poucos, mais extremistas, relacionam a vida com um túnel do terror: vários sustos, mas sempre seguidos de uma curta e embaraçosa risada. Afinal, você sabe que tudo aquilo será passageiro...
Alguns consideram o amor, um jogo de tiro ao alvo. Escolhem o presente mais bonito, e tentam alvejá-lo uma ou duas vezes. Caso falhem, buscam atingir um mais fácil, porém menos cobiçado, para não sair de mãos abanando. E todos que saem da brincadeira sem um prêmio, saem infelizes.
Outros, no entanto, comparam o amor aqueles elevadores. Ele sobe vagarosamente até atingir o topo. Uma vez no topo, a calmaria é passageira, e a queda, instantânea. Logo se está lá embaixo de novo, de onde começou.
Eu, aqui, poderia mudar o ambiente. Mudar o nível das comparações. Trocar parques de diversão por circos, por museus, por escolas ou teatros.
Poderia expôr todos meus sentimentos em forma de analogia. Poderia expô-los subliminarmente. Poderia mentir. Mas hoje eu não quero fazer nada disso.
Hoje, eu me perderia em mais de 1024 caracteres para descrever algumas pequenas sensações que tive recentemente. Algumas poucas coisas, mágicas.
Aquela conversa sincera, com o coração aberto e com muita história pra contar.
Aquele silêncio fúnebre que nem o mais ruidoso ambiente consegue destruir.
A palavra certa, dita no momento errado, que tornou a mais errada das noites, na mais correta das semanas.
O toque tímido e desajeitado de dedos longos e carinhosos. O coração que dispara.
A amizade que se expande, e a vida que se colore.
Mais uma vez, pensamentos insólitos transformam-se em palavras desconexas.
Palavras desconexas, mas sentimentos muito firmes e compreensíveis.
Hoje eu pensei em fechar os olhos e acender um cigarro.
Só pensei...
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"That's right, nothing else can change my world."
- The Black Moon Rising, Tite Kubo
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Kamen
20 de February de 2009 | 20:50
(ou Ensaio sobre Máscaras)
Inevitavelmente, no decorrer de nossa vida, a coincidência (ou o inevitável) colocam-nos em situações e lugares em que fatalmente será necessário utilizar-se de uma delas.
Você, em muitos momentos, precisará fazer uso de suas máscaras.
Ora, encara-me e diga, olhando nos meus olhos, que não possui uma vasta coleção de máscaras! Se fizer isso, diante de você irei retirar a mais óbvia delas: a máscara da alienação. Aquela máscara que nos torna (ou ao menos finge que nos torna) exceção a fatos que desagradam o nosso senso e nosso coração. Aquela máscara que nos permite apenas enxergar o inferno nos outros, e nos cega para a visão de si mesmo. Essa máscara é muito comum.
Como disse, todos nós possuímos uma imensa e variada quantidade de máscaras, guardadas para diversas situações e interesses.
Ao sairmos do escuro útero materno, da quentinha e úmida barriga de nossas mães, nos deparamos com o brilho e a intensidade do mundo real. Nesse mesmo instante, vestimos nossa primeira máscara: a máscara da fragilidade.
Muitas pessoas costumam mantê-la pelo resto da vida, enquanto outras logo se livram dela e vestem a máscara de cores opostas: a máscara da independência.
Mas a pior de todas, aquela que serve de molde para todos os outros modelos de máscara existentes, aquela que todos temem e negam estarem vestindo: a máscara do medo.
É ela que nos faz cometer atos anti-éticos. É ela que nos faz condensar em palavras sentimentos inexistentes. E é ela também que, por que não?, nos faz ter a coragem de superar e tentar quebrar todas as outras máscaras.
Portanto, não tente negar: existem máscaras. Existem más caras. Caras más.
E existem também, ainda que raramente, os rostos nus.
Esse, aliás, talvez seja o maior desafio da existência do ser humano: prostar-se na frente de um espelho, despir-se de todas as suas máscaras e aceitar aquilo que vê.
Muitos rostos, ao se verem descobertos e desprotegidos, começam a coçar, arder, formigar, e suplicam para que se coloque uma máscara sobre eles novamente.
Aqueles de vontade e caráter mais fortes conseguem aguentar tal martírio, e se tornam aqueles que as pessoas olham e, internamente, sentem admiração. Não pelas coisas supérfluas como sucesso financeiro, acadêmico ou profissional, e sim por terem tido sucesso na arte mais difícil: de viver autenticamente. Ser aquilo que se é e que se quer ser.
Esse é o tipo de pessoa que eu admiro. Esse é o tipo de pessoa que eu gosto de ter por perto. Esse é o tipo de pessoa que eu tento ser.
Há algum tempo eu retirei minhas máscaras. Meu rosto ainda formiga e às vezes dá vontade de coçar, mas eu estou evitando tocá-lo enquanto ainda está sensível. Espero que aqueles que vestem máscaras que não cobrem seus olhos consigam me ver com o rosto descoberto.
Ao menos por uma noite.
-----------------
"If you have abandoned one faith, do not abandon all faith. There is always an alternative to the faith we lose. Or is it the same faith under another mask?"
-Graham Greene
Inevitavelmente, no decorrer de nossa vida, a coincidência (ou o inevitável) colocam-nos em situações e lugares em que fatalmente será necessário utilizar-se de uma delas.
Você, em muitos momentos, precisará fazer uso de suas máscaras.
Ora, encara-me e diga, olhando nos meus olhos, que não possui uma vasta coleção de máscaras! Se fizer isso, diante de você irei retirar a mais óbvia delas: a máscara da alienação. Aquela máscara que nos torna (ou ao menos finge que nos torna) exceção a fatos que desagradam o nosso senso e nosso coração. Aquela máscara que nos permite apenas enxergar o inferno nos outros, e nos cega para a visão de si mesmo. Essa máscara é muito comum.
Como disse, todos nós possuímos uma imensa e variada quantidade de máscaras, guardadas para diversas situações e interesses.
Ao sairmos do escuro útero materno, da quentinha e úmida barriga de nossas mães, nos deparamos com o brilho e a intensidade do mundo real. Nesse mesmo instante, vestimos nossa primeira máscara: a máscara da fragilidade.
Muitas pessoas costumam mantê-la pelo resto da vida, enquanto outras logo se livram dela e vestem a máscara de cores opostas: a máscara da independência.
Mas a pior de todas, aquela que serve de molde para todos os outros modelos de máscara existentes, aquela que todos temem e negam estarem vestindo: a máscara do medo.
É ela que nos faz cometer atos anti-éticos. É ela que nos faz condensar em palavras sentimentos inexistentes. E é ela também que, por que não?, nos faz ter a coragem de superar e tentar quebrar todas as outras máscaras.
Portanto, não tente negar: existem máscaras. Existem más caras. Caras más.
E existem também, ainda que raramente, os rostos nus.
Esse, aliás, talvez seja o maior desafio da existência do ser humano: prostar-se na frente de um espelho, despir-se de todas as suas máscaras e aceitar aquilo que vê.
Muitos rostos, ao se verem descobertos e desprotegidos, começam a coçar, arder, formigar, e suplicam para que se coloque uma máscara sobre eles novamente.
Aqueles de vontade e caráter mais fortes conseguem aguentar tal martírio, e se tornam aqueles que as pessoas olham e, internamente, sentem admiração. Não pelas coisas supérfluas como sucesso financeiro, acadêmico ou profissional, e sim por terem tido sucesso na arte mais difícil: de viver autenticamente. Ser aquilo que se é e que se quer ser.
Esse é o tipo de pessoa que eu admiro. Esse é o tipo de pessoa que eu gosto de ter por perto. Esse é o tipo de pessoa que eu tento ser.
Há algum tempo eu retirei minhas máscaras. Meu rosto ainda formiga e às vezes dá vontade de coçar, mas eu estou evitando tocá-lo enquanto ainda está sensível. Espero que aqueles que vestem máscaras que não cobrem seus olhos consigam me ver com o rosto descoberto.
Ao menos por uma noite.
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"If you have abandoned one faith, do not abandon all faith. There is always an alternative to the faith we lose. Or is it the same faith under another mask?"
-Graham Greene
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Strange Voice
08 de February de 2009 | 20:06
Me sinto quente hoje, quero fazer algo massa.
Usei essa frase acima muitas vezes no decorrer do ano passado. E realmente, por muito tempo eu me senti quente e quis fazer algo massa. Algumas vezes eu fiz, outras vezes não. Algumas vezes eu fiz alguma coisa que não era tão massa...
Mas acho que, nesta semana, neste mês, neste ano, essa frase faz muito sentido, e diz sucinta e comicamente meus sentimentos e pressentimentos atuais.
Esta semana se inicia, e com ela, virá a mudança. Esta semana tem o imenso potencial de fazer tudo o que foi planejado ocorrer, ou de simplesmente alterar tudo isso.
Minha pergunta é: o que eu deveria sentir com isso?
Empolgação?
Apatia?
Asco?
Ou indiferença?
Ou, talvez pior: preocupação?
Sei lá, talvez hoje eu já não sinta nada. Nada mesmo. Nada com que me preocupar.
Hoje, meus olhos mais uma vez esperam. E esperam. E esperam.
E talvez cansem de esperar, ou esperem por toda a eternidade, quem sabe?!
Mas isso não me preocupa. Esse futuro distante não me preocupa... O que importa e preocupa é o hoje e aquele futuro próximo que prefiro chamar de "consequência" ao invés de chamar de "destino".
Eu odeio transformar este LJ num pseudo-diário...
Mas sei lá, neste instante não me ocorre nada na cabeça. As palavras acima saíram por si só...
E só.
-------------------------------------
"Me sinto quente hj, quero fazer algo massa"
- Paulo Candeia
Usei essa frase acima muitas vezes no decorrer do ano passado. E realmente, por muito tempo eu me senti quente e quis fazer algo massa. Algumas vezes eu fiz, outras vezes não. Algumas vezes eu fiz alguma coisa que não era tão massa...
Mas acho que, nesta semana, neste mês, neste ano, essa frase faz muito sentido, e diz sucinta e comicamente meus sentimentos e pressentimentos atuais.
Esta semana se inicia, e com ela, virá a mudança. Esta semana tem o imenso potencial de fazer tudo o que foi planejado ocorrer, ou de simplesmente alterar tudo isso.
Minha pergunta é: o que eu deveria sentir com isso?
Empolgação?
Apatia?
Asco?
Ou indiferença?
Ou, talvez pior: preocupação?
Sei lá, talvez hoje eu já não sinta nada. Nada mesmo. Nada com que me preocupar.
Hoje, meus olhos mais uma vez esperam. E esperam. E esperam.
E talvez cansem de esperar, ou esperem por toda a eternidade, quem sabe?!
Mas isso não me preocupa. Esse futuro distante não me preocupa... O que importa e preocupa é o hoje e aquele futuro próximo que prefiro chamar de "consequência" ao invés de chamar de "destino".
Eu odeio transformar este LJ num pseudo-diário...
Mas sei lá, neste instante não me ocorre nada na cabeça. As palavras acima saíram por si só...
E só.
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"Me sinto quente hj, quero fazer algo massa"
- Paulo Candeia
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Sympathy for the Devil
27 de January de 2009 | 19:46
(ou Os Demônios Particulares)
Todos, sem exceção, temos nossos Demônios Particulares.
São eles que estão presentes em muitas das nossas decisões e atitudes. E são eles que as influenciam acima de tudo.
Eles são aquelas vozes que vem lhe tirar o sono depois que você deita. Levam nossos pensamentos a lugares e pessoas que eram a última coisa que gostaríamos de ver. E são eles que, ao adormecermos, transformam o mais inocente sonho em uma preocupação.
Sim, os Demônios Particulares fazem-se presente em momentos importantes da sua vida. Aquelas palavras rudes que saíram ao acaso e que fizeram tudo se tornar muito errado. Aquelas caretas que surgem nos momentos inoportunos. Aquela sensação de bem estar quando se pensa em algo imoral. Ou mesmo aquele cigarro que você resolveu acender numa noite chuvosa de terça-feira.
Os Demônios Particulares são sutis. Eles tentam tomar o papel de sua consciência, mas residem no seu subconsciente. Espasmos, reflexos, atitudes impensadas são sua moradia.
Eles tentam também tomar o papel de seu coração. Pois é, são eles que, ao menor sinal de uma recordação racional, trazem à tona as recordações emocionais relacionadas, aquelas mesmas que você suprimiu por tanto tempo.
As ilusões provocadas por Demônios Particulares são cruéis. Elas alteram seu cotidiano, seus planos futuros e o caminho que você costuma fazer para chegar em casa. São essas ilusões que criam e destroem laços. E são essas mesmas ilusões que te fazem crer que tudo aquilo que ocorreu foi apenas obra do destino.
Atente-se ao que diz o seu Demônio Particular! Não fuja dele. Pois ele estará sempre dentro de você.
Ontem à noite eu briguei com meu Demônio Particular.
Hoje, sentamos para conversar e nos entendemos.
E descobri que ele se chama Insegurança.
--------------------------------------
"I don't believe in devil."
"You should; he believes in you."
- Constantine
Todos, sem exceção, temos nossos Demônios Particulares.
São eles que estão presentes em muitas das nossas decisões e atitudes. E são eles que as influenciam acima de tudo.
Eles são aquelas vozes que vem lhe tirar o sono depois que você deita. Levam nossos pensamentos a lugares e pessoas que eram a última coisa que gostaríamos de ver. E são eles que, ao adormecermos, transformam o mais inocente sonho em uma preocupação.
Sim, os Demônios Particulares fazem-se presente em momentos importantes da sua vida. Aquelas palavras rudes que saíram ao acaso e que fizeram tudo se tornar muito errado. Aquelas caretas que surgem nos momentos inoportunos. Aquela sensação de bem estar quando se pensa em algo imoral. Ou mesmo aquele cigarro que você resolveu acender numa noite chuvosa de terça-feira.
Os Demônios Particulares são sutis. Eles tentam tomar o papel de sua consciência, mas residem no seu subconsciente. Espasmos, reflexos, atitudes impensadas são sua moradia.
Eles tentam também tomar o papel de seu coração. Pois é, são eles que, ao menor sinal de uma recordação racional, trazem à tona as recordações emocionais relacionadas, aquelas mesmas que você suprimiu por tanto tempo.
As ilusões provocadas por Demônios Particulares são cruéis. Elas alteram seu cotidiano, seus planos futuros e o caminho que você costuma fazer para chegar em casa. São essas ilusões que criam e destroem laços. E são essas mesmas ilusões que te fazem crer que tudo aquilo que ocorreu foi apenas obra do destino.
Atente-se ao que diz o seu Demônio Particular! Não fuja dele. Pois ele estará sempre dentro de você.
Ontem à noite eu briguei com meu Demônio Particular.
Hoje, sentamos para conversar e nos entendemos.
E descobri que ele se chama Insegurança.
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"I don't believe in devil."
"You should; he believes in you."
- Constantine
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Heaven Beside You
11 de December de 2008 | 21:12
Esses dias atrás, durante uma conversa casual e aleatória, eu disse algo como "Tudo bem, este ano nem foi tão bom assim."
Saiu espontaneamente. E essa frase me fez parar pra pensar um pouco, e refletir. Será que esse ano não foi bom mesmo? Após alguns segundos pensando, concluí que eu estava errado.
Obviamente, este ano está longe de ser o melhor que já tive na vida, mas sem dúvida conheci pessoas e ocorreram coisas que me marcaram profundamente.
Além de estreitar laços de amizades virtuais (algumas vezes as tornando reais), fiz muitas amizades de carne e osso.
Gente que conheci por aí; gente que era amiga de amigos; gente em eventos. Gente que ainda verei muito na vida, gente que nunca mais vou ver. E um alguém que não me sai da cabeça desde aquela noite de lua cheia.
Fico absolutamente orgulhoso e feliz de, ao lado da minha amiga So, fundar um grupo de pessoas que hoje chamo de amigos e que me divirto muito ao lado deles. JJ, um grupo que surgiu aleatoriamente e resolveu se encontrar e dar risada juntos!
Pessoas que via mais que minha mãe, que viajam todos os dias comigo, por quase 200km, que eu descobri serem uma das maiores diversões do meu dia cansativo.
Pessoas que encontrava após essa viagem longa, vindo de lugares longes para teoricamente estudar e se estressar, mas acima de tudo, rir juntos.
Além das pessoas, fiz coisas que, em anos anteriores, não imaginaria fazer. Festas, passeios, relacionamentos, brigas.
Fiz coisas para contar pros meus netos, e coisas pra não contar pra polícia. Reavivei e matei sentimentos.
Nadei na insanidade, respirei sonhos e realizações.
Fui vítima de meu próprio destino.
E acho que se olhar pra trás de todo esse ano e me perguntar do que eu me arrependo, eu diria que me arrependo de ter dito aquela frase lá em cima.
Este ano foi bom.
----------------------------------------
"We can live without religion and meditation, but we cannot survive without human affection."
- Dalai Lama
Saiu espontaneamente. E essa frase me fez parar pra pensar um pouco, e refletir. Será que esse ano não foi bom mesmo? Após alguns segundos pensando, concluí que eu estava errado.
Obviamente, este ano está longe de ser o melhor que já tive na vida, mas sem dúvida conheci pessoas e ocorreram coisas que me marcaram profundamente.
Além de estreitar laços de amizades virtuais (algumas vezes as tornando reais), fiz muitas amizades de carne e osso.
Gente que conheci por aí; gente que era amiga de amigos; gente em eventos. Gente que ainda verei muito na vida, gente que nunca mais vou ver. E um alguém que não me sai da cabeça desde aquela noite de lua cheia.
Fico absolutamente orgulhoso e feliz de, ao lado da minha amiga So, fundar um grupo de pessoas que hoje chamo de amigos e que me divirto muito ao lado deles. JJ, um grupo que surgiu aleatoriamente e resolveu se encontrar e dar risada juntos!
Pessoas que via mais que minha mãe, que viajam todos os dias comigo, por quase 200km, que eu descobri serem uma das maiores diversões do meu dia cansativo.
Pessoas que encontrava após essa viagem longa, vindo de lugares longes para teoricamente estudar e se estressar, mas acima de tudo, rir juntos.
Além das pessoas, fiz coisas que, em anos anteriores, não imaginaria fazer. Festas, passeios, relacionamentos, brigas.
Fiz coisas para contar pros meus netos, e coisas pra não contar pra polícia. Reavivei e matei sentimentos.
Nadei na insanidade, respirei sonhos e realizações.
Fui vítima de meu próprio destino.
E acho que se olhar pra trás de todo esse ano e me perguntar do que eu me arrependo, eu diria que me arrependo de ter dito aquela frase lá em cima.
Este ano foi bom.
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"We can live without religion and meditation, but we cannot survive without human affection."
- Dalai Lama
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Sphere of God
18 de October de 2008 | 23:38
Um dia, numa encruzilhada, um cara apareceu.
Talvez resultante das múltiplas de opções que haviam naquele lugar, esse cara surgiu com mais idéias do que sua cabeça podia processar.
Ele dizia coisas sobre a vida, a morte, o futuro, as estrelas, a ciência, o amor, a amizade e a loucura. Compunha odes e prosas que buscavam retratar o vazio interior que lhe pertencia e tanto lhe causada descontentamento.
Ele tentava, inutilmente, ocupar o seu tempo e sua cabeça com assuntos supra-humanos, a fim de transparecer uma aparência que ele possuía em sua mente, mas não em seu exterior.
Por muitas vezes, esse cara me pareceu perdido e distante. Tão distante que nunca vi ninguém alcançá-lo, em qualquer aspecto. E talvez por esse isolamente, podia-se notar e sentir uma aura ao seu redor, que interferia em qualquer aproximação ou comunicação.
Certo dia, esse cara voltou a mesma encruzilhada onde originalmente apareceu.
Desta vez, ele olhou para todas as direções que haviam ao seu redor. Percebeu que todas lhe pareciam longas, mas ele, em sua curiosidade, ansiava por conhecer todas elas, e todos os outros caminhos que pudessem lhe surgir na sua jornada.
Ele então, calmamente, abaixou-se e sentou-se no chão. Sentou-se e silenciou-se. Ninguém jamais voltaria a vê-lo.
Esse cara... esse cara enlouqueceu.
Esse cara... eu era esse cara.
(Baseado em um texto de Luis Felipe Kretzmann Raimundini)
----------------------------------------
"The reason we think the flowers on the precipice are beautiful,
is because we are standing on the precipice as well.
Do not fear, because we are like the flowers,
we did not step off."
- Kubo Tite
Talvez resultante das múltiplas de opções que haviam naquele lugar, esse cara surgiu com mais idéias do que sua cabeça podia processar.
Ele dizia coisas sobre a vida, a morte, o futuro, as estrelas, a ciência, o amor, a amizade e a loucura. Compunha odes e prosas que buscavam retratar o vazio interior que lhe pertencia e tanto lhe causada descontentamento.
Ele tentava, inutilmente, ocupar o seu tempo e sua cabeça com assuntos supra-humanos, a fim de transparecer uma aparência que ele possuía em sua mente, mas não em seu exterior.
Por muitas vezes, esse cara me pareceu perdido e distante. Tão distante que nunca vi ninguém alcançá-lo, em qualquer aspecto. E talvez por esse isolamente, podia-se notar e sentir uma aura ao seu redor, que interferia em qualquer aproximação ou comunicação.
Certo dia, esse cara voltou a mesma encruzilhada onde originalmente apareceu.
Desta vez, ele olhou para todas as direções que haviam ao seu redor. Percebeu que todas lhe pareciam longas, mas ele, em sua curiosidade, ansiava por conhecer todas elas, e todos os outros caminhos que pudessem lhe surgir na sua jornada.
Ele então, calmamente, abaixou-se e sentou-se no chão. Sentou-se e silenciou-se. Ninguém jamais voltaria a vê-lo.
Esse cara... esse cara enlouqueceu.
Esse cara... eu era esse cara.
(Baseado em um texto de Luis Felipe Kretzmann Raimundini)
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"The reason we think the flowers on the precipice are beautiful,
is because we are standing on the precipice as well.
Do not fear, because we are like the flowers,
we did not step off."
- Kubo Tite
